Saúde Vascular · Instituto La Vena · Campinas

Insuficiência Venosa Crônica: quando as veias pedem ajuda

Guia completo elaborado pela equipe médica do Instituto La Vena — baseado em evidências científicas atuais.

Revisado pela equipe médica Baseado em evidências Instituto La Vena · Campinas
30%
da população adulta afetada
C0–C6
classificação CEAP de gravidade
mais comum em mulheres
500mil
úlceras venosas ativas no Brasil

A Insuficiência Venosa Crônica (IVC) é uma das doenças mais prevalentes do mundo e a causa subjacente de varizes, edema crônico, alterações cutâneas e úlceras venosas. Entender a IVC é fundamental para tratar não apenas os sintomas visíveis, mas a origem do problema.

01 — Definição

O que é Insuficiência Venosa Crônica?

A insuficiência venosa crônica ocorre quando as veias dos membros inferiores não conseguem retornar o sangue adequadamente ao coração. O mecanismo central é a falha das válvulas venosas — pequenas estruturas que impedem o refluxo do sangue. Quando essas válvulas funcionam mal, o sangue se acumula nas veias, elevando a pressão venosa e desencadeando uma série de alterações progressivas.

A condição é classificada pelo sistema CEAP internacional — de C0 (sem sinais visíveis) a C6 (úlcera venosa ativa). Cada estágio requer abordagem terapêutica específica.

C0 — Sem sinais

Sintomas como peso e cansaço nas pernas sem alterações visíveis. Frequentemente subdiagnosticada.

C1 — Telangiectasias

Vasinhos e microvarizes visíveis. Primeiro sinal clínico da insuficiência venosa.

C2 — Varizes

Veias calibrosas, dilatadas e tortuosas, visíveis e palpáveis sob a pele.

C3 — Edema

Inchaço crônico, especialmente nos tornozelos ao final do dia.

C4 — Alterações cutâneas

Pigmentação escurecida, eczema venoso, lipodermatoesclerose.

C5–C6 — Úlcera

Ferida venosa cicatrizada (C5) ou ativa (C6) — estágio mais grave da IVC.

02 — Causas

O que causa a IVC?

A causa mais comum é a insuficiência valvular primária — de origem genética, com predisposição familiar. Outras causas incluem trombose venosa profunda prévia (síndrome pós-trombótica), obstruções venosas e, menos frequentemente, compressões externas.

Os fatores que aceleram a progressão da IVC incluem obesidade, sedentarismo, gestação, trabalho prolongado em pé ou sentado, e uso de anticoncepcionais hormonais em mulheres com predisposição.

Importante: a IVC é progressiva. Sem tratamento adequado, ela avança inevitavelmente pelos estágios CEAP, podendo culminar em úlceras venosas de difícil cicatrização. O diagnóstico e tratamento precoces são decisivos.

03 — Sintomas

Como a IVC se manifesta?

Peso e cansaçoSensação de pernas pesadas e cansadas, especialmente ao final do dia ou após longos períodos em pé.
EdemaInchaço progressivo nos tornozelos e pernas, que melhora com repouso e elevação dos membros.
CâimbrasContrações musculares dolorosas, frequentemente noturnas, relacionadas ao acúmulo venoso.
Varizes visíveisVeias dilatadas, azuladas ou esverdeadas, tortuosas, visíveis sob a pele das pernas.
Alterações cutâneasEscurecimento da pele (dermatite ocre), endurecimento (lipodermatoesclerose) e coceira.
Úlcera venosaFerida de difícil cicatrização na região do tornozelo — sinal de IVC avançada sem tratamento.
04 — Diagnóstico e Tratamento

Como tratar a IVC?

O ecodoppler venoso colorido é o exame fundamental — mapeia os pontos de refluxo e avalia a extensão da insuficiência. O tratamento depende do estágio CEAP e pode incluir medidas conservadoras (compressão elástica, exercício, controle de peso) e procedimentos como escleroterapia, laser endovenoso, radiofrequência ou cirurgia nos casos mais avançados.

Tratamento precoce = menos complicações

Pacientes tratados nos estágios iniciais (C1–C2) têm resultados muito superiores aos tratados em estágios avançados. O Instituto La Vena realiza avaliação vascular completa para definir o melhor momento e a melhor estratégia terapêutica para cada caso.

FAQ — Perguntas Frequentes

Tudo sobre Insuficiência Venosa Crônica

A IVC não tem cura definitiva, pois a predisposição genética persiste. O tratamento elimina as varizes existentes, controla os sintomas e interrompe a progressão — mas o acompanhamento periódico é necessário para detectar e tratar precocemente qualquer recorrência.
Varizes são a manifestação visível da IVC. A insuficiência venosa crônica é a doença de base — o defeito nas válvulas venosas — enquanto as varizes são uma de suas consequências visíveis. A IVC pode existir mesmo sem varizes aparentes.
A IVC avançada cria condições que favorecem a trombose venosa superficial (tromboflebite) e, em menor grau, a trombose venosa profunda. O tratamento adequado da IVC reduz esse risco.
Sim. Atividades que ativam a bomba muscular da panturrilha — como caminhada, natação e ciclismo — melhoram o retorno venoso e aliviam os sintomas. São recomendadas como parte do tratamento conservador.
É uma das medidas conservadoras mais eficazes para controle dos sintomas da IVC. Não trata a causa, mas reduz o edema, alivia o desconforto e retarda a progressão. A indicação e a graduação devem ser definidas pelo médico.
Sim. As alterações hormonais e o aumento da pressão abdominal durante a gestação agravam a IVC. O manejo durante a gravidez é conservador — compressão elástica e elevação dos membros. O tratamento definitivo aguarda o pós-parto.
O principal é o ecodoppler venoso colorido (duplex scan), que mapeia o sistema venoso superficial e profundo, identifica os pontos de refluxo e avalia a gravidade da insuficiência. A avaliação clínica com cirurgião vascular completa o diagnóstico.
Sim. O Instituto La Vena realiza avaliação vascular completa com ecodoppler e oferece todas as modalidades de tratamento para IVC em Campinas, SP. Entre em contato pelo WhatsApp para agendar sua avaliação.
Próximo passo

Suspeita de IVC? Avalie com especialistas.

O Instituto La Vena realiza diagnóstico e tratamento completo da insuficiência venosa crônica em Campinas, SP.

Agendar avaliação pelo WhatsApp

Instituto La Vena · Campinas, SP · institutolavena.com.br

Fale conosco